A vida que temos, talvez não seja a vida que desejamos, mas é a vida pela qual traçaremos caminhos, através da procura, do desejo, da luta por querer ser mais, ser diferente.
Infelizmente a democracia não “é dar a todos os mesmos pontos de partida”, como li certa vez em um dos tantos livros do escritor, poeta, cronista Mario Quintana. Nossa vida é regida por uma séria de fatores que não cabem a nós, e são poucas as escolhas que podemos fazer.
Por não ter esse poder de escolher tantas coisas, é preciso valorizar nossa liberdade de expressão, nossa liberdade de sentir, e sentir é viver.
São tantos os motivos que temos para mudar o rumo do mundo, para causar uma revolução em nosso país, mas nada fazemos.
Já passou da hora de ver tanta miséria, tanta desigualdade, tanta corrupção, esse narcisismo que tantas pessoas exibem de forma como se fosse um troféu.
Nos podemos, e queremos ser mais.
A união vence qualquer tipo de sistema, a união de tanta gente corrupta unida em um só lugar, como é em Brasília, não fez de nossa capital projeta para o povo, ser a capital da corrupção, vencendo um sistema que em seus dogmas preza pela igualdade, pela justiça, pelo progresso. Por que não caro leitor, não nos unirmos e nos manifestarmos de forma progressista, de forma consciente dos direitos que temos. Para isso precisamos usar de nosso único dever, o dever do voto.
As mudanças ocorrem de baixo para cima, é preciso mudar a maneira pela qual vemos o mundo, a maneira pela qual vemos o nosso país.
Absorva a idéia de mudança, abra a sua mente para a reflexão, e assim irá começar a ser traçado um novo caminho.
*pedro barbosA
sexta-feira, 27 de julho de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007

Tempo distinto,alheio ou contrário.
Queria escrever sobre a vida,
certamente sobre a minha vida.
Poderia escrever em,
prosa, narrativa, dissertação.
Eu, preferi a poesia.
É na poesia, que está o encanto.
Encanto das coisas simples.
Simples como eu e meus sentimentos.
Hoje faltam palavras,
para tantos assuntos.
Fico cego, so enxergo o meu rosto,
refletido num pedaço de vidro.
pedro barbosA
Queria escrever sobre a vida,
certamente sobre a minha vida.
Poderia escrever em,
prosa, narrativa, dissertação.
Eu, preferi a poesia.
É na poesia, que está o encanto.
Encanto das coisas simples.
Simples como eu e meus sentimentos.
Hoje faltam palavras,
para tantos assuntos.
Fico cego, so enxergo o meu rosto,
refletido num pedaço de vidro.
pedro barbosA
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Brincando com as palavras
Nessa brincadeira,
as vezes falta palavras
para tantos assuntos,
as vezes sobra palavras,
para assunto nenhum.
É difícil essa arte,
que nos faz rir e chorar.
E com delicadeza é
fácil de nos emocionar.
Na leitura,
a alma cresçe,
a idade desaparece,
e logo fica fácil de nos apaixonar.
Transpondo qualquer barreira,
com o desbravamento,
resultado da inquietação do leitor.
O eu, autor, escritor
artísta, atleta poeta
começa a viajar.
Nessa brincadeira,
as vezes falta palavras
para tantos assuntos,
as vezes sobra palavras,
para assunto nenhum.
É difícil essa arte,
que nos faz rir e chorar.
E com delicadeza é
fácil de nos emocionar.
Na leitura,
a alma cresçe,
a idade desaparece,
e logo fica fácil de nos apaixonar.
Transpondo qualquer barreira,
com o desbravamento,
resultado da inquietação do leitor.
O eu, autor, escritor
artísta, atleta poeta
começa a viajar.
quinta-feira, 12 de julho de 2007

A vida nos leva para caminhos que muitas vezes não queremos percorrer, mas quando nos damos conta, já não é possível retornar para o ponto de partida. O caminho já foi percorrido, e as consequências estão acontecendo.
Como o que não teve inicio poderia ter um fim, certamente impossível.
As coisas se tornam belas não pelo ponto de partida, e muito menos pelo ponto de chegada, mas pelo caminho que é percorrido, e para completar essa ideia, Vincent Van Gogh " Grandes coisas não são feitas por impulso, mas por uma série de pequenas coisas reunidas."
Cada um sabe das atitudes que toma, das escolhas que fazem, e da repercussão que tais atitudes terão.
Hoje estou certo, que o caminho que traço não é o caminho mais bonito, e nem o que tem a distância menor para o ponto de chegada, mas o caminho que é feito por um série de pequenas coisas reunidas.
Cada escolha, uma bifurcação. Dois caminhos, vários destinos.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Dia - a - dia eu aprendo,
engrandeço e me reinvento
De tantas e tantas brigas,
de alguns recomeços.
Mas nenhum fim.
Eu, que sempre me acho
o dono da razão,
perco a visão, o rumo,
o norte.
Me embaraço,
no entrelaço do destino,
que por escolhas minhas
é riscado, desenhado.
Sem você,
as coisas ficam confusas,
as coisas se perdem.
A distância, muitas vezes
aumenta com alguns arranhões.
Mas, distância alguma,
pode ser considerada maior
do que tanto tempo
de grande companherismo, risos,
amor, carinhos.
As brigas vem,
o resultado também.
Peço desculpas pelo meu
desdém, em algumas
que me perdi.
Hoje, como Vinicius de Moraes
já escreveu.
Perdi esse grande medo,
de ter pequenas
coragens.
Leandra.
amo você!
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Sensações Arquitetônicas
À arquitetura serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo no menor monumento
Irei encantar meu pensamento
Quero vivencia-la e conhece-la em cada nunca vão momento
Sempre ricos e criativos serão meus pensamentos
Antes e depois da imagem
Que conceberei com meus conhecimentos.
(Pedro e Schmidt)
À arquitetura serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo no menor monumento
Irei encantar meu pensamento
Quero vivencia-la e conhece-la em cada nunca vão momento
Sempre ricos e criativos serão meus pensamentos
Antes e depois da imagem
Que conceberei com meus conhecimentos.
(Pedro e Schmidt)
quinta-feira, 5 de julho de 2007
segunda-feira, 2 de julho de 2007
sexta-feira, 29 de junho de 2007

IDADE MÍDIA
DO RENASCIMENTO
DO QUE EXISTE DE MEDIEVAL.
A FRAQUEZA
RESULTADO DO DESIGUAL.
COMPROMISSO
VIROU PROMESSA.
A VIDA
A POUCOS INTERESSA
POR TANTOS
JULGADOS, CONDENADOS
E MORTOS.
PELA LEI DO SISTEMA
QUE MATA EM SILÊNCIO.
VIVER EM MUNDO
QUE NADA É DEFINIDO
É UM GUERRA TRAVADA
COM O
ABSURDO E A BELEZA.
A FEIÚRA E A LEVEZA.
FALTA ARTE
FALTA A CLAREZA.
PERDIDO ESTOU...JÁ NEM SEI O QUE ESCREVO!
DO RENASCIMENTO
DO QUE EXISTE DE MEDIEVAL.
A FRAQUEZA
RESULTADO DO DESIGUAL.
COMPROMISSO
VIROU PROMESSA.
A VIDA
A POUCOS INTERESSA
POR TANTOS
JULGADOS, CONDENADOS
E MORTOS.
PELA LEI DO SISTEMA
QUE MATA EM SILÊNCIO.
VIVER EM MUNDO
QUE NADA É DEFINIDO
É UM GUERRA TRAVADA
COM O
ABSURDO E A BELEZA.
A FEIÚRA E A LEVEZA.
FALTA ARTE
FALTA A CLAREZA.
PERDIDO ESTOU...JÁ NEM SEI O QUE ESCREVO!
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Transpor o que já estava escrito na mente!
Eu parado no tempo
perdido no íntimo
vázio dos meus desejos
na essência da busca
do entendimento.
Entender o que já foi,
para ter noção do que será.
Amanhã o dia se abrirá
e novamente como todos os dias
pensarei, de que adianta caminhar
se meu caminho não leva a nenhum lugar.
Escolhas que fiz, caminhos que cruzei,
pessoas que convivi.
Todas as coisas serviram para
iluminar, essa minha cabeça
que não me deixa descansar.
A brancura do papel, pedi para que
com traços ou palavras, eu me leve para outro lugar.
Um lugar onde sonhos, desejos e medos
convivam em harmônia.
Eu simples aprendiz de poeta e artísta,
talvez tenha ambições de mais a desejaR!
Eu parado no tempo
perdido no íntimo
vázio dos meus desejos
na essência da busca
do entendimento.
Entender o que já foi,
para ter noção do que será.
Amanhã o dia se abrirá
e novamente como todos os dias
pensarei, de que adianta caminhar
se meu caminho não leva a nenhum lugar.
Escolhas que fiz, caminhos que cruzei,
pessoas que convivi.
Todas as coisas serviram para
iluminar, essa minha cabeça
que não me deixa descansar.
A brancura do papel, pedi para que
com traços ou palavras, eu me leve para outro lugar.
Um lugar onde sonhos, desejos e medos
convivam em harmônia.
Eu simples aprendiz de poeta e artísta,
talvez tenha ambições de mais a desejaR!
sexta-feira, 22 de junho de 2007
*** " Sonhar é o melhor de tudo, e melhor do que nada! " ( Luis Fernando Verissimo) ***
_________________________________________________________________
_________________________________________________________________
Cuidadoso sigo meu caminho
e tenho meu coração dividido
pela razão e emoção
ser mais do que posso
ser menos do que devo
eu sempre tão cheio de ambições e desejos
e me vejo perdido numa floresta de medos
e em um deserto de certezas.
Cuidadoso sigo meu coração
para que na razão
me disperte um mínimo de emoção
e assim possa eu ver
que mesmo no deserto ou na floresta
eu veja que a vida que passa sempre tao depressa,
corra sempre linda leve e livre.
pedro barbosA
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Cuidadoso sigo meu caminho
e tenho meu coração dividido
pela razão e emoção
ser mais do que posso
ser menos do que devo
eu sempre tão cheio de ambições e desejos
e me vejo perdido numa floresta de medos
e em um deserto de certezas.
Cuidadoso sigo meu coração
para que na razão
me disperte um mínimo de emoção
e assim possa eu ver
que mesmo no deserto ou na floresta
eu veja que a vida que passa sempre tao depressa,
corra sempre linda leve e livre.
pedro barbosA
sábado, 16 de junho de 2007

O tempo,
companheiro, relativo, subjetivo, professor, ameniza a dor, encorajador, indestrutivel e temido.
O tempo pode ser curto demais para tanta ambição e pode ser longo demais na submissão. O negativo e o positivo, em um confronto, o lado vencedor será aquele que, nas escolhas estará sendo desenhado. Não haverá como vencer sem arranhões,a disputa se torna bela pelo caminho que é percorrido, e não pelo ponto de chegada e nem pelo ponto de partida.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
"Dirijo minha luta não contra as crenças religiosas dos homens, mas contra os que exploram a crença. Detestemos essas criaturas que devoram o coração de sua mãe e honremos aqueles que lutam contra elas. Acredito na existência de Deus. Em verdade, se Deus não existisse, fora preciso inventá-lo. Meu Deus não é um Rei exclusivo de uma simples ordem eclesiástica. É a suprema inteligência do mundo, obreiro infinitamente capaz e infinitamente imparcial. Não tem povo predileto, nem país predileto, nem igreja predileta. Pois para o verdadeiro crente há, apenas, uma única fé, justiça igual e igual tolerância para toda a humanidade." (Voltaire)
quarta-feira, 6 de junho de 2007
A revolução começa com o pensamento
De cada cabeça diferente um movimento
Da emergência do momento
a idéia cria uma saída
No conformismo se faz a injustiça
Como Brecht de cada
pão que como, eu tiro de quem tem fome
de cada bebida que tomo
eu tiro de quem tem sede...
mas mesmo assim eu continuo
comendo e bebendo...
Na minha ignorância e na tua
se faz a miséria.
Ao invés de você querer ser livre
crie circunstâncias para que todos sejam também.
De cada cabeça diferente um movimento
Da emergência do momento
a idéia cria uma saída
No conformismo se faz a injustiça
Como Brecht de cada
pão que como, eu tiro de quem tem fome
de cada bebida que tomo
eu tiro de quem tem sede...
mas mesmo assim eu continuo
comendo e bebendo...
Na minha ignorância e na tua
se faz a miséria.
Ao invés de você querer ser livre
crie circunstâncias para que todos sejam também.
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Encantos, ilusões, amores e paixões.
A dúvida chega: a arte imita a vida ou a vida imita a arte... não importa.
Na claridade ou na escuridão.
Vestido ou nu de preconceitos.
O que eu quero é viver... viver para poder engrandecer...
Um mundo tão cheio de ambições.
Escolhas desenham meu caminho
Meu destino é inventado.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
sexta-feira, 18 de maio de 2007
ah de haver de tudo um pouco
e um pouco em tudo...
pedro barbosa
------------------------------------------------------------------------------------------------
O haver
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo–
Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo Infantil de ter pequenas coragens.
in "Poesia completa e prosa: "Poesias coligidas"" (Vinicius de Moraes)
e um pouco em tudo...
pedro barbosa
------------------------------------------------------------------------------------------------
O haver
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo–
Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo Infantil de ter pequenas coragens.
in "Poesia completa e prosa: "Poesias coligidas"" (Vinicius de Moraes)
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